O governo dos Estados Unidos determinou a saída de funcionários não essenciais de sua embaixada na Arábia Saudita, além de seus familiares, diante do aumento dos ataques atribuídos aos houthis do Iêmen contra o território saudita. A decisão foi comunicada pelo Departamento de Estado norte-americano na quarta-feira (21), em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio.
Washington aponta riscos à segurança diplomática
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que os houthis, grupo apoiado pelo Irã, intensificaram as hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e infraestruturas consideradas estratégicas. Segundo o governo norte-americano, a medida busca proteger seus funcionários e familiares diante dos riscos à segurança e das interrupções no transporte.
Embora tenham surgido relatos sobre possíveis retiradas de familiares de diplomatas em outros países do Golfo, Washington esclareceu que a ordem oficial de saída anunciada se aplica aos funcionários não essenciais e seus familiares na Arábia Saudita.
Ataques atingem aeroportos e instalações petrolíferas
A decisão ocorre após uma sequência de ataques no reino saudita. Autoridades locais informaram que seis drones foram interceptados na quarta-feira, um deles direcionado à região de Medina. Também foram registradas mortes provocadas pela queda de destroços de drones interceptados nas proximidades de instalações petrolíferas.
Em Dammam, no leste do país, um ataque contra o aeroporto internacional Rei Fahd deixou uma pessoa morta e oito feridas, segundo informações divulgadas por autoridades e agências internacionais. Os episódios aumentaram a preocupação com a segurança de infraestruturas civis e energéticas.
Conflito entre Estados Unidos e Irã mantém região sob tensão
A retirada parcial de pessoal diplomático ocorre em um contexto de conflito regional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado no fim de fevereiro de 2026. A guerra provocou ataques e represálias em diferentes países do Oriente Médio, além de afetar a circulação marítima no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo e outros hidrocarbonetos.
O Irã restringiu o tráfego pelo estreito, enquanto Washington adotou medidas contra portos e embarcações iranianas. Nesse cenário, a decisão de reduzir a presença de funcionários na missão diplomática norte-americana reflete a preocupação com a possibilidade de novos ataques e com os impactos da escalada militar sobre a segurança regional.




























































