As forças de segurança do Brasil prenderam 57.790 supostos agressores em 141 dias, no âmbito da Operação Mulher Segura — uma iniciativa nacional de combate à violência contra as mulheres que combina ações policiais, atendimento às vítimas e medidas preventivas –, informou, nesta segunda-feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Do total de prisões, 49.129 ocorreram em flagrante e 8.661 foram resultado do cumprimento de ordens judiciais, segundo o relatório mais recente da operação, que teve início em 1º de junho e, desde então, mantém caráter permanente.
Entre os crimes registrados, constam 16.644 casos de lesão corporal, 15.019 de ameaça e 4.949 de descumprimento de medidas protetivas de urgência. Essas três categorias somaram 36.612 registros.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o aumento do número de prisões é resultado da coordenação das forças de segurança de todas as unidades da federação e da conscientização da sociedade.
O gestor destacou a importância de manter a operação de forma permanente e de coordenar as ações entre o Governo Federal e as administrações estaduais. Segundo dados oficiais, o ritmo de prisões superou 11 mil por mês durante o período analisado.
A iniciativa não se limita a ações policiais. Ao longo dos 141 dias, as autoridades atenderam 228.194 vítimas e realizaram 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência, além de 50.239 visitas preventivas. As atividades educativas presenciais alcançaram 669.945 pessoas, com o objetivo de ampliar a conscientização social e prevenir novos episódios de violência. A operação mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas, e suas ações chegaram a 4.253 municípios brasileiros.
Por regiões, o Sul do país concentrou 36% das detenções, seguido pelo Centro-Oeste, com 26%; o Sudeste, com 18%; o Nordeste, com 15%; e o Norte, com 4%. O Sudeste concentrou, por sua vez, 33% das vítimas atendidas.
Os resultados surgem em um contexto de persistência da violência de gênero no Brasil. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério das Mulheres, o país registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, uma queda de 2,5% em relação aos 760 casos contabilizados no mesmo período de 2025.
A Operação Mulher Segura busca reforçar a resposta institucional por meio da integração das forças de segurança, do cumprimento de medidas judiciais de proteção e do acompanhamento das vítimas.
Fonte: XINHUA Português




























































