Representantes dos setores público e privado do Brasil e da China se reuniram em São Paulo para discutir estratégias capazes de ampliar o turismo e fortalecer os negócios entre os dois países.
O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, participou do encontro por meio de uma mensagem em vídeo. Ele desejou sucesso à iniciativa e destacou a importância de utilizar o evento para ampliar o diálogo e construir novas possibilidades de cooperação.
Realizado dentro da programação do Ano Cultural China-Brasil 2026, o Diálogo sobre o Setor do Turismo entre China e Brasil reuniu profissionais dos dois mercados para tratar de tendências, produtos turísticos, oportunidades comerciais e novas formas de parceria.
Durante o evento, representantes chineses apresentaram destinos e experiências disponíveis no país asiático ao público brasileiro. Do outro lado, empresas e entidades brasileiras buscaram mostrar aos profissionais chineses a variedade de destinos e produtos turísticos oferecidos pelo Brasil.
O movimento ocorre em um período de crescimento da chegada de visitantes chineses ao país. Entre janeiro e agosto de 2026, mais de 100 mil turistas da China visitaram o Brasil. Segundo dados da Embratur apresentados no encontro, esses visitantes costumam permanecer por mais tempo no território brasileiro e apresentam gasto médio superior ao de outros grupos de turistas.
Para Alisson Andrade, coordenador de Mercados Internacionais da Embratur, a aproximação entre empresas é essencial para transformar o interesse dos viajantes chineses em vendas de produtos turísticos brasileiros.
Segundo ele, é necessário que o Brasil esteja presente nas ofertas das agências de viagens chinesas. Para isso, encontros de negócios permitem aproximar compradores estrangeiros de operadores receptivos, hotéis e representantes do setor turístico brasileiro.
A ampliação do fluxo de visitantes também abre espaço para destinos que ainda possuem pouca visibilidade entre os chineses. A região Norte, por exemplo, foi apresentada durante o encontro como uma área com potencial para conquistar esse público.
Mayara Garcia, presidente da ABAV Roraima, destacou a necessidade de divulgar as atrações do estado para os viajantes chineses. Segundo ela, Roraima possui uma variedade de experiências que ainda são pouco conhecidas nesse mercado.
Além de apresentar novos destinos, o setor turístico brasileiro precisa adaptar serviços às características e aos hábitos dos visitantes chineses. Entre os pontos considerados importantes estão formas de pagamento, atendimento, comunicação e oferta de experiências adequadas às expectativas desse público.
Uma das iniciativas apresentadas durante o evento envolve justamente os pagamentos. A UnionPay Brazil mostrou uma solução que integra a tecnologia Pix, permitindo que turistas chineses utilizem o sistema durante suas viagens pelo Brasil.
Guilherme Morais, country manager da UnionPay Brazil, explicou que a solução ainda está em fase de testes. O projeto-piloto começou em agosto e, segundo ele, já registra um volume significativo de pagamentos realizados por turistas chineses utilizando o Pix.
A adaptação do mercado, porém, não se limita à tecnologia. Empresas brasileiras também precisam compreender melhor o comportamento e as preferências dos visitantes chineses para desenvolver produtos, serviços e experiências capazes de atender às suas demandas.
Para Fábio Mader, CEO da CVC, o crescimento desse mercado representa um amplo campo de oportunidades para empresas brasileiras e chinesas. Ele destacou a importância da formação de parcerias entre companhias dos dois países para transformar esse potencial em negócios concretos.
Ao reunir empresas, entidades e representantes governamentais, o encontro buscou fortalecer as conexões entre os mercados turísticos brasileiro e chinês. A expectativa é que a aproximação contribua para diversificar os destinos oferecidos, aumentar o fluxo de visitantes e gerar novas oportunidades comerciais em diferentes regiões do Brasil.




























































