Antes de seguir para Milwaukee, nos Estados Unidos, onde participa de uma reunião ministerial do G20, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se com María Fernanda Espinosa, ex-ministra das Relações Exteriores e da Defesa Nacional do Equador.
Durante o encontro, os dois conversaram sobre o cenário internacional e trocaram impressões a respeito do processo de escolha do próximo secretário-geral das Nações Unidas, que sucederá António Guterres.
Espinosa é apresentada como candidata da América Latina e do Caribe à Secretaria-Geral da ONU. A diplomata equatoriana já ocupou diferentes funções no sistema das Nações Unidas e presidiu a Assembleia Geral da organização entre 2018 e 2019.
A reunião com Mauro Vieira ocorreu antes da participação do chanceler brasileiro na agenda ministerial do G20 em Milwaukee, que reúne representantes das principais economias do mundo para discutir temas da agenda internacional.
Sucessão na ONU
A escolha do próximo secretário-geral da ONU será conduzida pelos Estados-membros da organização, seguindo o procedimento previsto na Carta das Nações Unidas. O atual secretário-geral, António Guterres, ocupa o cargo desde 2017.
A sucessão deverá envolver consultas entre os países-membros e posteriormente a recomendação do Conselho de Segurança à Assembleia Geral, responsável pela nomeação.
A candidatura de Espinosa coloca uma representante latino-americana e caribenha no debate sobre a próxima liderança da organização, em um processo acompanhado de perto pelos países da região.
Brasil e a agenda multilateral
O encontro também ocorre no contexto da atuação brasileira em organismos multilaterais. O Brasil tem defendido mudanças na governança internacional e maior representatividade dos países em desenvolvimento nas instituições multilaterais.
Em diferentes ocasiões, o governo brasileiro destacou a necessidade de discutir a reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, incluindo a ampliação da representação de regiões como América Latina e Caribe e África.
A reunião entre Mauro Vieira e María Fernanda Espinosa acrescenta, assim, mais um capítulo ao diálogo diplomático sobre o futuro da principal organização multilateral do sistema internacional.




























































